Guia · 2026-10-21T00:00:00.000Z
IPVA por estado não é só a alíquota
Base venal, alíquota de referência e o que a conta simples deixa de fora de propósito.
A conta que cabe numa linha é base venal vezes alíquota. A calculadora de IPVA faz essa linha e para. O resto do imposto mora em regras que uma alíquota nacional inventada estragaria.
A base venal não é o preço do anúncio nem o que você pagou anos atrás. É o valor que a Fazenda do estado atribui ao veículo naquele exercício, em geral a partir de tabela. Se você digita o valor do classificado, o resultado é uma estimativa de anúncio, não o imposto. Pegue a base no site da SEFAZ ou no documento do exercício.
A alíquota muda por UF e, dentro da UF, por tipo de veículo. Carro de passeio, moto, utilitário, elétrico e veículo de aluguel não dividem necessariamente o mesmo percentual. A lista do site é uma referência de carro de passeio, com data de compilação. O campo da alíquota é editável porque o número certo é o do exercício vigente, não o que estava na planilha quando o site foi escrito. São Paulo e Rio aparecem a 4% nessa referência; Santa Catarina e Espírito Santo, a 2%. Confira antes de tratar isso como boleto.
Desconto de bom pagador, cota única e parcelamento também mudam. Aplicar “3% de desconto” em todo estado erraria para baixo em uns e para cima em outros. A página não aplica. Se o seu estado publica o desconto, calcule em cima do resultado, com o percentual do decreto daquele ano.
Licenciamento não está dentro do IPVA. A página de licenciamento separa as duas coisas: imposto, taxa e documento. Pagar o IPVA não emite sozinho o CRLV em todo fluxo, e o calendário por final de placa é do DETRAN, não uma tabela nacional que dê para copiar com segurança.
Use a calculadora para ver a ordem de grandeza e para testar outra alíquota. Use a SEFAZ para o boleto. Se os dois números discordarem, o boleto ganha, e vale escrever para o site dizendo qual UF e qual exercício, para a referência ser corrigida.